
Para melhor orientar, deixo esse link que achei interessante:
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2009/02/20/ult6957u324.jhtm
Aqui você encontrará tudo que precisa para entrar no Mercado de Trabalho. Dicas e muita informação para te deixar preparado para enfrentar o "leão" do dia.
São 84 concursos abertos até o momento com mais de 160 mil vagas. O interessante é ver a diversidade que há em áreas e salários. Para fazer um concurso é bom estudar bastante. Raramente, quem não estuda, consegue ser aprovado. Português e Matemática são matérias que contam muitos pontos nesses concursos. A Redação é outra que merece atenção. Tem que ter começo, meio e fim, com caligrafia legível. Se sua caligrafia não é boa, pratique num caderno de caligrafia, pois isso pode prejudicar na hora da correção.A temporada de inscrições para os programas de trainees começa neste semestre, e muitos jovens recém-formados têm a chance de dar o pontapé inicial em seu plano de carreira. Grandes companhias do país, como AmBev, Unilever e Gafisa, contam com essa seleção para formar, mais à frente, seu quadro de funcionários do alto escalão.
"O programa de trainee é uma das principais portas de entrada da companhia. Cerca de 98% dos nossos níveis de liderança são oriundos de promoção interna", afirma Thiago Porto, gerente de Desenvolvimento de Gente da Ambev. Na Gafisa, cerca de 70% dos atuais coordenadores de obras, gerentes e diretores começaram suas carreiras como estagiários ou trainees.
De acordo com a Companhia de Talentos, que realiza parte dos processos de seleção em nome das companhias, apenas no segundo semestre serão abertas as inscrições para 26 programas, somando mais de 500 vagas no país.
"O programa de trainee é um caminho vantajoso, uma forma de iniciar a carreira sem ter experiência prévia. As companhias se prontificam a preparar o recém-formado para o negócio da empresa", diz Marcio Vinycius Pereira, consultor de recrutamento e seleção da Companhia de Talentos, do grupo DMRH.
A maioria dos programas treina os inscritos nas mais diversas áreas da companhia, conferindo ao profissional um conhecimento mais profundo sobre o negócio. Por conta disso, de acordo com Pereira, é comum que o trainee tenha uma vaga estratégica na empresa reservada mais à frente, "já que tem uma visão sistêmica da empresa."
| Karime Xavier/Folhapress |
| O gerente de projetos da Gafisa, Eduardo Rodrigues, 28 anos, participou do programa de trainee da construtora há cinco |
O engenheiro Eduardo Rodrigues, 28, participou do programa da Gafisa há cinco anos. Terminado o treinamento, foi contratado como coordenador de vendas, se tornando gerente de projetos da construtora e incorporadora cerca de um ano depois.
Para ele, o programa acelerou bastante o processo de promoção dentro da empresa. "O trainee é uma boa oportunidade, primeiro pela formação que o programa proporciona, e também pela projeção que isso gera dentro da companhia", afirma. "Hoje, estou bem colocado no mercado. Da minha turma de faculdade, poucos têm hoje cargo de gerente."
DICAS
Mas, com tantos atrativos, esses programas costumam ser mais concorridos que as provas de vestibular no país. Em 2009, 128.144 inscritos disputaram 10.622 vagas no vestibular da USP (Universidade de São Paulo). Na Unilever, 48.500 pessoas disputaram apenas 28 vagas de trainee no ano passado. O salário para os aprovados neste ano é de R$ 4.500.
Na AmBev, o número de concorrentes chegou a 60.133, que resultou em apenas 26 contratados.
O superintendente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Eduardo de Oliveira, afirma que autenticidade é essencial na hora de participar de um processo de seleção como este. "Nada de querer fazer tipos ou inventar alguma coisa que não seja verdadeira", afirma.
Além disso, o candidato deve investir em sua formação e em atividades extracurriculares, como trabalho voluntário ou experiências no exterior. Tudo para garantir um diferencial frente a tantos concorrentes. "Autenticidade num processo desses é efetivamente o que vale. E boa formação, não só acadêmica mas também o conhecimento adquirido fora da sala de aula."
Pereira, da Companhia de Talentos, acrescenta que, além disso, um ingrediente comportamental importante para fazer a diferença é humildade. "Pode parecer chavão, mas, se você pensar bem, o cargo exige isso. Para fazer 'job rotation' [trabalhar em diversas áreas da empresa], respeitar os profissionais que já estão lá dentro. É importante saber que você terá de galgar degraus até atingir seus objetivos."
Veja as empresas que estão recebendo inscrições para os programas de trainee:
ESTÁGIOS
Para aqueles que ainda não se formaram mas têm interesse em começar a trabalhar na área ou empresa de interesse, os programas de estágio são uma boa oportunidade. "O estágio e o trainee são ambos portas de entrada no mercado de trabalho, mas cada processo de seleção tem seu nível de dificuldade", afirma Pereira.
Veja algumas empresas que também oferecem programas de estágio:
Ficar de olho em Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e blogs deixou de ser um passatempo e virou profissão.
Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais para divulgar serviços e se aproximar de clientes. Para os iniciantes, os salários variam de R$ 1.000 a R$ 3.000, mas os experientes ganham até R$ 10 mil.
"A penetração das redes sociais nas empresas aumenta ano a ano", aponta Leandro Kenski, CEO (executivo-chefe) da agência de mídia social Media Factory.
| Silvia Zamboni/Folhapress |
| Rafael Matos, que atua como analista de redes sociais, diz que precisa ter jogo de cintura para atender a demandas |
Segundo pesquisa da Deloitte feita com 302 empresas brasileiras em fevereiro deste ano, 70% delas fazem monitoramento on-line e 55% recorreram a um profissional para cuidar do setor.
Rafael Matos, 27, analista de redes sociais da imobiliária Lopes, monitora perfis em redes sociais e diz que precisa de jogo de cintura para atender a todas as demandas. Ele conta que lidar com reclamações contra a empresa também é sua tarefa.
BOA LARGADA
Para ser um analista de mídias sociais, é preciso ter habilidade na escrita, conhecimento de marketing e familiaridade com redes.
Esses profissionais, também conhecidos como SMO (Social Media Optimization, ou otimização de mídia social), devem ter perfil inovador, diz Deni Beloti, consultor da Fellipelli. "Dinamismo, criatividade e imediatismo fazem parte do perfil."
Para Cely Carmo, gerente de estratégia da Burson Marsteller, organizações esperam iniciativas arrojadas dos analistas. "É preciso criar relacionamento com seguidores e conhecer "a fundo" a marca que divulga", afirma.
Na Ideia S/A, agência de mídias sociais, a maioria dos analistas tem diploma de jornalismo ou publicidade.
"Há profissionais formados nas áreas mais diversas, como turismo", revela Daniela Habif, coordenadora de conteúdo digital da empresa.
Há dois anos, o publicitário Antônio Mafra, 29, foi contratado pela Porto Seguro. Ao perceber que a empresa não atuava em mídias sociais, sugeriu que a seguradora aderisse à novidade.
"Eu mesmo criei a minha função. Hoje esse é um dos principais canais de relacionamento com o cliente", diz.
Em contraponto, Mafra diz que os colegas ainda não entendem sua função. "Sou conhecido como o vagabundo da empresa", brinca.
O gerente de mídias sociais da Tecnisa, Roberto Aloureiro, 38, aponta outra preocupação: divulgar informações sobre a companhia.
"Penso dez vezes antes de publicar dados na rede. Meu trabalho é gerenciar crises, e não gerar uma", conta.
ADRIANA ABREU
CAROLINE PELEGRINO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA