quinta-feira, 2 de junho de 2011

Carta de Apresentação. Para que serve?


Particularmente eu não gosto de carta de apresentação. Pra mim, parece uma coisa para forçar a barra e nunca parece ser uma coisa legítima.
Para melhor orientar, deixo esse link que achei interessante:
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2009/02/20/ult6957u324.jhtm

Não tenho carteira assinada. Isso atrapalha na seleção?...


Claro que o registro em carteira é um documento incontestável. As empresas estão em busca de profissionais gabaritados, com experiência comprovada e muita informação, para não perder tempo treinando ou tendo que ensinar coisas básicas de uma função.
Nunca dê informação equivocada no seu currículo, como grau de instrução que você não tenha, cursos que nunca fez, etc. Uma rápida busca sobre essas informações, te tira da competição além de ficar desacreditado no mercado.

Nesse link, tem uma informação muito legal sobre Carteira assinada.
http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2009/02/11/ult6957u314.jhtm

Até a próxima...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Concursos Abertos 2010

São 84 concursos abertos até o momento com mais de 160 mil vagas. O interessante é ver a diversidade que há em áreas e salários. Para fazer um concurso é bom estudar bastante. Raramente, quem não estuda, consegue ser aprovado. Português e Matemática são matérias que contam muitos pontos nesses concursos. A Redação é outra que merece atenção. Tem que ter começo, meio e fim, com caligrafia legível. Se sua caligrafia não é boa, pratique num caderno de caligrafia, pois isso pode prejudicar na hora da correção.
O Jornal dos Concursos, tráz uma relação para vários estados, com escolaridade e salários diferentes: (copie e cole no seu navegador, o link a seguir)
http://jcconcursos.uol.com.br/Concursos/Inscricoes-Abertas

Antes de se inscrever em qualquer concurso, leia atentamente o edital, para não ter surpresas depois.

BOA SORTE

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Perfil na web influencia contratação



Candidatos que estão procurando emprego e gostam de interagir em redes sociais como o Orkut,Twitter e Facebook precisam ficar atentos. Com a revolução digital, que vem promovendo constantes mudanças na vida das pessoas, algumas empresas têm observado os perfis dos candidatos nas redes sociais, durante o processo seletivo. Entretanto, muitos usuários ainda não perceberam que estas ferramentas podem ser utilizadas como uma espécie de currículo e acabam configurando conteúdos inadequados para o mercado de trabalho.

Para evitar que isso aconteça, é necessário entender que essas ferramentas vão muito além do que uma mera diversão. "Muita gente ainda acredita que as redes sociais são apenas um ambiente para lazer como manter contato com amigos, família, conhecer novas pessoas", conta o especialista em planejamento digital, Maurício Gouvea.

Atualmente, as empresas têm se preocupado com a utilização da ferramenta pelos funcionários, o que mostra que não vai demorar muito para que as redes sociais, obrigatoriamente, sejam analisadas pela empresa contratante.

Segundo o consultor da TGT Consult, Waldir Arevolo, essa preocupação já começou por conta da má utilização das ferramentas sociais. "As pessoas estão banalizando, achando que nas redes sociais você pode escrever qualquer coisa".

Polêmica digital

Recentemente, um caso que chamou a atenção no meio corporativo foi a demissão do diretor comercial da Locaweb, Alex Glikas, que ofendeu o São Paulo Futebol Clube no Twitter, após uma partida contra o Corinthians, time para o qual ele torce. O fator decisivo para o desgaste entre a empresa e o diretor ocorreu devido ao patrocínio da marca Locaweb na camisa do clube paulista. O caso despertou questões polêmicas envolvendo a liberdade de expressão. Enquanto há quem defenda que opiniões postadas nas redes sociais tornam públicas informações desnecessárias, outros entendem que exigir "políticas de uso" para esse ambiente significa censurar o funcionário.

Para o consultor Waldir Arevolo, a questão não é proibir, mas ensinar o funcionário a utilizar o canal corretamente. "A empresa não quer calar, mas sim orientar sobre o que deve e pode ser feito com as ferramentas das redes sociais. Você troca um funcionário e ganha um colaborador", explica o especialista.

"Às vezes, a pessoa não sabe o tamanho do ruído que um comentário em uma rede social pode causar", conta Arevolo. Para evitar contratempos como este, os usuários devem pensar duas vezes antes de tornar pública alguma informação que possa prejudicar o seu perfil, seja ele funcionário ou candidato em busca de uma vaga de emprego.

Essa tendência de monitorar e levantar dados comportamentais nas redes sociais já é uma realidade. A preocupação das empresas em estudar as opiniões de determinados nichos de mercado pode guiar novas projeções e isso exige que os funcionários e candidatos também estejam antenados.

"Pelas redes sociais é possível criar verdadeiros vínculos de relacionamento com seus consumidores, a partir de um diálogo franco e transparente. É a transformação de um relacionamento meramente transacional e impessoal para algo realmente passional, constante e mais próximo", explica o especialista em planejamento digital, Maurício Gouvea.

Para ele, a postura indevida nesse instrumento fez muitas companhias adotarem "códigos de conduta" na web. "Algumas empresas já desenvolveram, inclusive, diretrizes para as redes sociais com o objetivo de ajudar seus funcionários a se relacionarem no ambiente virtual", destaca o especialista.

As discussões sobre a implantação de "políticas de uso" para as redes sociais, na opinião do consultor Waldir Arevolo, não existiriam se o mesmo procedimento fosse implantado em outros canais. "É preciso entender o objetivo da mensagem para criar uma política de comunicação que não seja aplicada apenas a um canal e para que as pessoas saibam os diferentes tipos de relacionamentos sociais", diz.

Outra questão, é que algumas empresas proíbem os funcionários de utilizarem as redes sociais, o que já pode ser considerada como uma medida ultrapassada e que interfere na relação com os funcionários. Na opinião do consultor, isso estimula o surgimento de críticas. "Quando você sai da empresa, onde você não pode usar as redes sociais, você chega em casa e diz no Twitter: ainda bem que eu saí"finaliza.

Como configurar um perfil na internet que seja atraente

A aplicação de medidas preventivas pode ser utilizada em favor dos candidatos que estão procurando uma vaga no mercado de trabalho, pois quem sair na frente e elaborar perfis engajados terá vantagens em processos futuros.

A operadora de produção, Helen do Amaral, que está desempregada no momento, entende a necessidade de se preocupar com o conteúdo postado na web, mas, também vê um pouco de invasão de privacidade na questão. "O candidato, às vezes, não espera que seus comentários ou coisas colocadas para pessoas que ele conhece possam ser vistos por outras pessoas que, futuramente, podem não escolhê-lo para um emprego apenas avaliando parte de sua intimidade."

Estar preparado para o mercado de trabalho é conhecer as exigências do mercado e ficar atento para não ser pego de surpresa. "As empresas estão preocupadas com o comportamento de seus funcionários nesses ambientes", diz o especialista em planejamento digital Maurício Gouvea.

Considerando a importância das redes sociais nos processos seletivos de hoje, o candidato deve estar atento para informações que podem ser úteis durante a avaliação do conteúdo na web. O consultor Waldir Arevolo diz que o candidato deve mostrar no perfil do Orktu ou Facebook, por exemplo, que é uma pessoa atenta para as novidades que estão ocorrendo e manter sempre atualizadas as informações sobre leituras e cursos.

"O emprego ocorre muito por causa da demonstração de motivação, ler diferentes tipos de leitura e mostrar o que você tem pesquisado", destaca. Mas, é importante que o candidato jamais insira em seu perfil dados incorretos, apenas para "incrementar" o currículo.

Use corretamente

Em maio deste ano, o editor Felipe Milanez, da revista National Geographic Brasil, foi demitido após criticar a revista Veja no Twitter. A Editora Abril, que distribui a edição nacional da National, não pensou duas vezes em repudiar o comentário feito contra a sua publicação mais vendida.

O caso ocorrido na Abril é exemplo de como as pessoas ainda não aprenderam a utilizar o canal correto. O consultor da TGT, Waldir Arevolo, classifica como "tatuagem digital" todo conteúdo atualizado nas redes sociais que provoca arrependimento depois de postado.

Segundo o consultor, é necessário direcionar de maneira coerente tudo o que se deseja postar em redes como o Twitter e o Facebook, porque depois que a mensagem já foi enviada, não há como voltar atrás. "É necessário saber se a mensagem é de um para um ou de um para muitos".

In DGABC, por Nilton Carvalho.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Com salários de até R$ 4.500 e boas chances, programas de trainee abrem inscrições

A temporada de inscrições para os programas de trainees começa neste semestre, e muitos jovens recém-formados têm a chance de dar o pontapé inicial em seu plano de carreira. Grandes companhias do país, como AmBev, Unilever e Gafisa, contam com essa seleção para formar, mais à frente, seu quadro de funcionários do alto escalão.

"O programa de trainee é uma das principais portas de entrada da companhia. Cerca de 98% dos nossos níveis de liderança são oriundos de promoção interna", afirma Thiago Porto, gerente de Desenvolvimento de Gente da Ambev. Na Gafisa, cerca de 70% dos atuais coordenadores de obras, gerentes e diretores começaram suas carreiras como estagiários ou trainees.

De acordo com a Companhia de Talentos, que realiza parte dos processos de seleção em nome das companhias, apenas no segundo semestre serão abertas as inscrições para 26 programas, somando mais de 500 vagas no país.

"O programa de trainee é um caminho vantajoso, uma forma de iniciar a carreira sem ter experiência prévia. As companhias se prontificam a preparar o recém-formado para o negócio da empresa", diz Marcio Vinycius Pereira, consultor de recrutamento e seleção da Companhia de Talentos, do grupo DMRH.

A maioria dos programas treina os inscritos nas mais diversas áreas da companhia, conferindo ao profissional um conhecimento mais profundo sobre o negócio. Por conta disso, de acordo com Pereira, é comum que o trainee tenha uma vaga estratégica na empresa reservada mais à frente, "já que tem uma visão sistêmica da empresa."

Karime Xavier/Folhapress
O gerente de projetos da Gafisa, Eduardo Alves Rodrigues, que foi trainee da construtora há cinco anos
O gerente de projetos da Gafisa, Eduardo Rodrigues, 28 anos, participou do programa de trainee da construtora há cinco

O engenheiro Eduardo Rodrigues, 28, participou do programa da Gafisa há cinco anos. Terminado o treinamento, foi contratado como coordenador de vendas, se tornando gerente de projetos da construtora e incorporadora cerca de um ano depois.

Para ele, o programa acelerou bastante o processo de promoção dentro da empresa. "O trainee é uma boa oportunidade, primeiro pela formação que o programa proporciona, e também pela projeção que isso gera dentro da companhia", afirma. "Hoje, estou bem colocado no mercado. Da minha turma de faculdade, poucos têm hoje cargo de gerente."

DICAS

Mas, com tantos atrativos, esses programas costumam ser mais concorridos que as provas de vestibular no país. Em 2009, 128.144 inscritos disputaram 10.622 vagas no vestibular da USP (Universidade de São Paulo). Na Unilever, 48.500 pessoas disputaram apenas 28 vagas de trainee no ano passado. O salário para os aprovados neste ano é de R$ 4.500.

Na AmBev, o número de concorrentes chegou a 60.133, que resultou em apenas 26 contratados.

O superintendente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Eduardo de Oliveira, afirma que autenticidade é essencial na hora de participar de um processo de seleção como este. "Nada de querer fazer tipos ou inventar alguma coisa que não seja verdadeira", afirma.

Além disso, o candidato deve investir em sua formação e em atividades extracurriculares, como trabalho voluntário ou experiências no exterior. Tudo para garantir um diferencial frente a tantos concorrentes. "Autenticidade num processo desses é efetivamente o que vale. E boa formação, não só acadêmica mas também o conhecimento adquirido fora da sala de aula."

Pereira, da Companhia de Talentos, acrescenta que, além disso, um ingrediente comportamental importante para fazer a diferença é humildade. "Pode parecer chavão, mas, se você pensar bem, o cargo exige isso. Para fazer 'job rotation' [trabalhar em diversas áreas da empresa], respeitar os profissionais que já estão lá dentro. É importante saber que você terá de galgar degraus até atingir seus objetivos."

Veja as empresas que estão recebendo inscrições para os programas de trainee:

ESTÁGIOS

Para aqueles que ainda não se formaram mas têm interesse em começar a trabalhar na área ou empresa de interesse, os programas de estágio são uma boa oportunidade. "O estágio e o trainee são ambos portas de entrada no mercado de trabalho, mas cada processo de seleção tem seu nível de dificuldade", afirma Pereira.

Veja algumas empresas que também oferecem programas de estágio:

Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais

Ficar de olho em Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e blogs deixou de ser um passatempo e virou profissão.

Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais para divulgar serviços e se aproximar de clientes. Para os iniciantes, os salários variam de R$ 1.000 a R$ 3.000, mas os experientes ganham até R$ 10 mil.

"A penetração das redes sociais nas empresas aumenta ano a ano", aponta Leandro Kenski, CEO (executivo-chefe) da agência de mídia social Media Factory.

Silvia Zamboni/Folhapress
Rafael Matos, que atua como analista de redes sociais, diz que precisa ter jogo de cintura para atender a demandas
Rafael Matos, que atua como analista de redes sociais, diz que precisa ter jogo de cintura para atender a demandas

Segundo pesquisa da Deloitte feita com 302 empresas brasileiras em fevereiro deste ano, 70% delas fazem monitoramento on-line e 55% recorreram a um profissional para cuidar do setor.

Rafael Matos, 27, analista de redes sociais da imobiliária Lopes, monitora perfis em redes sociais e diz que precisa de jogo de cintura para atender a todas as demandas. Ele conta que lidar com reclamações contra a empresa também é sua tarefa.

BOA LARGADA

Para ser um analista de mídias sociais, é preciso ter habilidade na escrita, conhecimento de marketing e familiaridade com redes.

Esses profissionais, também conhecidos como SMO (Social Media Optimization, ou otimização de mídia social), devem ter perfil inovador, diz Deni Beloti, consultor da Fellipelli. "Dinamismo, criatividade e imediatismo fazem parte do perfil."

Para Cely Carmo, gerente de estratégia da Burson Marsteller, organizações esperam iniciativas arrojadas dos analistas. "É preciso criar relacionamento com seguidores e conhecer "a fundo" a marca que divulga", afirma.

Na Ideia S/A, agência de mídias sociais, a maioria dos analistas tem diploma de jornalismo ou publicidade.

"Há profissionais formados nas áreas mais diversas, como turismo", revela Daniela Habif, coordenadora de conteúdo digital da empresa.

Há dois anos, o publicitário Antônio Mafra, 29, foi contratado pela Porto Seguro. Ao perceber que a empresa não atuava em mídias sociais, sugeriu que a seguradora aderisse à novidade.

"Eu mesmo criei a minha função. Hoje esse é um dos principais canais de relacionamento com o cliente", diz.

Em contraponto, Mafra diz que os colegas ainda não entendem sua função. "Sou conhecido como o vagabundo da empresa", brinca.

O gerente de mídias sociais da Tecnisa, Roberto Aloureiro, 38, aponta outra preocupação: divulgar informações sobre a companhia.

"Penso dez vezes antes de publicar dados na rede. Meu trabalho é gerenciar crises, e não gerar uma", conta.

ADRIANA ABREU

CAROLINE PELEGRINO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Pesquisa aponta que sobram vagas em todas as regiões do país


Sobram vagas e oportunidades de emprego em várias regiões do Brasil, principalmente para quem tem boa formação. É o principal resultado de pesquisa apresentada pela fundação Dom Cabral, especializada no desenvolvimento de executivos e negócios.

No Nordeste, se você sabe fabricar móveis, quer trabalhar em confecções, como operador de telemarketing ou agente de turismo esta é sua chance.

E os empregadores chegam a pagar os cursos de qualificação. O pernambucano Gilson Galdino era despachante. Como a empresa não conseguia contratar motoristas resolveu prepará-lo para a vaga.

"Foi uma sensação boa, a de ter sido promovido pela empresa", diz Galdino.

O tipo de emprego varia de uma região para outra. Mas estão sobrando vagas em todo o país. No Sudeste, por exemplo, o setor da construção civil é o que mais precisa de trabalhadores: de engenheiros a mestres de obra.

Nessa região do país, quem sabe projetar embalagens, está sendo caçado pelo mercado. Engenheiros, projetistas e desenhistas do setor automotivo também. Faltam ainda profissionais especializados para os setores de alimentação, siderurgia e metalurgia.

"Temos carência no mercado de formação de engenheiro, com foco em ferrovia, com foco em porto, com foco em projeto", revela o gerente geral de recursos humanos da Vale, Renato Ferreira da Silva.

Bons empregos no Centro-Oeste
As melhores oportunidades estão na região Centro-Oeste. O crescimento na área de agronegócios e serviços é enorme. E os salários são mais altos para atrair quem mora no Sul e no Sudeste. Precisa-se de médicos a vendedores de máquinas e equipamentos agrícolas, além de técnicos de manutenção.

Na região Norte, as vagas são para engenheiros ambientais. Mas se você entende de gado, milho e soja também pode encontrar um bom emprego no campo ou em frigoríficos.

O Sul é a região mais equilibrada em oferta e procura. Mas a demanda por pessoas que entendem de logística e transporte é grande. Também há vagas para engenheiros e técnicos que trabalhem com a produção de equipamentos e máquinas pesadas. Então, se você entende de fabricar carroceria de caminhão, não perca essa oportunidade.

Para os especialistas, sobram empregos. Mas falta no país um sistema eficiente que localize as pessoas qualificadas. “Se elas não têm um centro nacional de informações sobre mão de obra provavelmente vai usar suas relações pessoais ou ela vai, por ouvir falar, procurar o seu emprego, quando isso deveria ser feito de forma muito mais profissional como acontece, por exemplo, nos Estados Unidos e na Europa”, afirma Paulo Resende, pesquisador da fundação Dom Cabral.